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mudança de rota claudia gindre
27 de julho de 2021

Revisitando a minha “mudança de rota”

Há quase um ano eu escrevi este texto para compartilhar uma decisão que foi de extrema dificuldade e, ao mesmo tempo, de importância decisiva para a minha vida.

Passado o ano inicial, com todas as dores e as delícias que as mudanças trouxeram, venho revisitar este texto, e exercitar o conceito de “posterioridade”, tão caro à psicanálise. Na maior parte das vezes é muito difícil avaliar as causas e consequências de uma decisão sem o “olhar em perspectiva” que somente o tempo pode nos trazer.


A pandemia da Covid-19 nos trouxe muitas coisas. O distanciamento físico daqueles que amamos, o medo, a insegurança diante do trabalho e da economia mundial, uma crise econômica aguda, a morte de pessoas muito amadas, a morte de amados de nossos amados. Poderia enumerar diversos aspectos.

Entretanto, para muitas pessoas, ela também tem sido uma oportunidade de revisão muito profunda de valores, percepções, crenças e escolhas.

Nos deparamos com o valor e o significado de nossas próprias vidas. O tema da morte reconectou muitos de nós com a vida. E então, perguntamos: o que estamos fazendo com o nosso tempo, nossa saúde, nossos relacionamentos?

Vivemos um período de revisão e sabemos que, muitas vezes, é difícil decidir como queremos viver. Mas o estado de exceção que experimentamos permitiu identificarmos o que não queríamos mais.

Ficar longe daqueles que amamos trouxe a real dimensão do que seja passarmos a vida correndo pra lá e pra cá, sem olharmos nos olhos uns dos outros. Não poder abraçar e tocar nos privou do contato que, no cotidiano lotado de afazeres, muitas vezes, relegamos.

A fragilidade diante de um vírus sobre o qual a ciência ainda não sabe tudo, nos colocou diante de nosso próprio descuido diário com a saúde e a vida. E então, dentre tantas outras, veio a pergunta: se eu sobreviver a isso tudo, o que eu pretendo fazer com os dias e noites que me restam?

Tudo ficou em cheque. Não há mais tempo para a superficialidade.

Vivermos exaustos com excesso de trabalhos e tarefas não é uma forma de recusar a vida? 

Manter relacionamentos que não agregam não é uma forma de nos distanciarmos daqueles que realmente se importam conosco?

 Viver sob a lógica do desejo e da necessidade do outro, não é estar aprisionado? Não estabelecer prioridades não é um caminho para a doença?


Se você esteve na condição de privilégio de poder olhar um pouco para si durante esse período de pandemia, que em nosso país ainda faz vítimas , sugiro que não desperdice a chance de fazer esta reflexão.

Pode ser que você descubra que tem sido mais movido pelo medo do que pelo próprio desejo; que sua vida vale muito mais que o dinheiro que é capaz de ganhar ou as horas que se dedica a tarefas que te deixam infeliz. 

Pode ser que você descubra, no meio do pandemônio, uma parte de você que sonha, que percebe que é tempo de contribuir de forma única para esse mundo e que é capaz de mudar.

E, se assim for, tome coragem! Vá em frente e ouse. A felicidade é um momento e deve ser desfrutada enquanto há tempo pra ela. No tempo da dor nos damos conta de que os momentos passam sem retorno e sem deixar espaço para rascunhos.

Na contagem arbitrária dos calendários todos os dias podem ser de ano novo. Sendo assim, dá para inventá-lo ainda hoje. Vamos criar condições para a própria mudança. É possível!

Fazer algumas mudanças me trouxe a perspectiva do tempo investido em crenças que correspondiam ao tamanho do meu medo. E, acreditem: ele é bem grande!

Uma cultura que sublinha a importância das opiniões alheias, os julgamentos, verdadeiros tribunais, especialmente na internet, o culto à imagem e à velocidade, muitas vezes não te dá tempo para se perguntar o que realmente faz sentido para você.

Se for possível, recomendo que invistam naquilo que realmente importa na vida de cada um. Porque a vida é breve e, a qualquer momento, podemos ser interrompidos!

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Psicóloga, psicanalista, orientadora profissional e palestrante.

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